Blog do Bianchini


Mudança

O novo endereço desse blog é http://bianchini-cars.blogspot.com. A mudança se deveu à maior facilidade para inserir imagens.

Abraços!



Escrito por Bianchini às 21h18
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SHOW... DE HORROR

Caros leitores, já devem ter ouvido falar do glorioso canal Speed, que só transmite automobobilismo. Pois bem, ele transmite automobilismo mas também alguma coisa de motociclismo, tem um programa no estilo Overhauling (Unique Whips, meia boca) e mais algumas perfumarias. Mas o que me motivou a esse tópico foi a TC 2000 Colombia. Eu já ví imagens da TC 2000 argentina, que é maravilhosa (assim como o automobilismo de turismo em geral na Argentina), e a curiosidade me levou a assistir a corrida.
Um recado: não critiquem Guaporé, Tarumã, Cascavel, Virgílio Távora (Fortaleza), ou qualquer outro autódromo brasileiro. Eles são maravilhosos, estupendos, fantásticos perto da pista na qual se desenrolou a corrida. Mostraram duas etapas da categoria, que é dividida em classes de acordo com a cilindrada mas correndo todo mundo junto, ambas no mesmo circuito (infelizmente não registrei o nome), uma no sentido horário e outra no anti-horário. Sim, isso mesmo. Imagine Jacarepaguá (atual) com corridas em ambos os sentidos da pista...
Dentro da pista, é Nissan Tiida disputando posição com Renault 21, Ford Focus, um Mazda sedã quadradinho (provavelmente o 323), aquele primeiro Suzuki Swift (quadradinho também) que chegou no Brasil nos anos 90, só que lá ele não é Suzuki e sim Chevrolet alguma coisa... um terror!
Quando algum carro sai da pista, é outra alegria, com caixas de brita muito mal feitas, e em poucas curvas. A maior parte das curvas tem o grmamdo mesmo. Aliás, gramado com "morrinho artilheiro", já que um Focus ficou mais avariado do salto que deu no morrinho da área de escape que do toque que provocou a saída de pista.
Mas o grande detalhe fica em frente aos boxes: como a pista (recuso-me a chamar aquilo de autódromo) não tem um túnel para acesso ao lado interno da pista, existe um portão para o lado exterior, com um caminho asfaltado que chega à reta de largada, e que é "balizado" por dois blocos de concreto, daqueles que a Prefeitura usa para lacrar entrada de estacionamento irregular, prontos para receber o piloto que for para a grama... Sinistro, muito sinistro.
Abraços!

Escrito por Bianchini às 20h34
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Inveja

Existe um programa no Speed chamado Velocidad Sur, que trata basicamente das categorias de automobilismo argentinas. Quanta inveja! E não estou falando das categorias topo de linha, como a TC 2000 ou a Top Race V6 (onde se encontram na pista Peugeot 407, Renault Laguna, Mercedes Classe C, Ford Mondeo, entre outros), mas cas categorias mais "básicas". Tem uma, Turismo Nacional, se não me engano, que é o que deveria ser o Brasileiro de Marcas: tem Renault Clio, Chevrolet Corsa antigo (tanto o hatch "kinder ovo" como o sedã "classic"), Citroën Xsara, Ford Fiesta (também hatch e sedã), Fiat Palio, e até mesmo o VW Gol (que lá, por sinal, anda do meio para trás do pelotão). E não tem esse negócio de "sissy race" que tem por aquí, aquela coisa de após a prova o piloto ficar choramingando "mamãe, aquele bobo me empurrou para fora da pista, vai lá e bate nele", é automobilismo nos moldes de turismo europeu, escreveu não leu é analfabeto funcional *. O pau come solto, e as áreas de escape dos autódromos são bem utilizadas.
Admito que não sei se assisto o programa para ver boas disputas ou se deixo de assistir para não passar raiva...
Outra coisa: na Argentina está provavelmente o oval mais estranho que já ví, o circuito de Rafaela. Ele possui aquele muro colado na pista, mas apenas nas curvas. Na reta oposta não tem muros nem dentro nem fora, e na reta dos boxes o muro externo fica após no mínimo 8 metros de grama. Na reta oposta até que entendo não ter muro interno, afinal existe a entrada e a saída da parte mista do circuito, e a chicane estilo a antiga Bus Stop de Spa antes das curvas 3 e 4 do oval que é usada pela Turismo Carretera (aquela categoria dos velhos Falcon, Torino, Nova transformados em Silhouette, de tantas carenagens diferentes em cima da velha estrutura). Uma pista curiosa, no mínimo.
Abraço!

Escrito por Bianchini às 20h33
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Durabilidade

Em 2 de agosto, acho que ví um pedacinho da História: a primeira corrida da Nascar, valendo pontos pelo campeonato, com chuva. OK, foi da categoria de acesso, a Nationwide Series, lá no Circuit Gilles Villeneuve, Quebéc, Canadá. Segundo informações da Nascar e da própria Goodyear, os pneus de chuva usados tinham sido fabricados em 1999... como eles não ficaram ressecados - portanto inutilizados - é para mim um grande mistério. De qualquer maneira, a corrida foi boa. Começou a chover após a largada, foi dada bandeira vermelha para os carros irem aos boxes para as adaptações necessárias, como troca de pneus e instalação - é isso memso, instalação - de um limpador de para-brisa nos carros, entre outras coisinhas. Até que o pessoal não fez tanta barbaridade como eu imaginava. Alguns preferiram acreditar que a chuva não iria durar, e ao invés de por o limpador aplicaram um produto para a água escorrer mais fácil pelo plástico que faz as vezes de vidro dianteiro... e nas bandeiras amarelas esticavam o braço para fora do carro para passar uma espécie de rodinho no vidro!!!! Hilário!
Abraços!

Escrito por Bianchini às 20h31
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ENTREGANDO DE BANDEJA PARA A CONCORRÊNCIA

Caros leitores, desculpem o "sumiço", mas esse negócio de ser pai de primeira viagem toma mais tempo do que eu imaginava... além de que, por vezes me sinto um idiota digital: abrí uma conta em um outro provedor de blog (é esse o termo?), que parecia-me capaz de aceitar a inclusão de fotografias (que o UOL não aceita), e até agora não conseguí inserir uma única foto, apesar de segundo as instruções do tutorial parecer muito fácil. Mas, enfim, a vida continua, a luta também, e vamos em frente.
O título da coluna vai em homenagem à TVA, que graças à enorme incompetência do serviço de call center perdeu um cliente desde 2002. Vamos ao fato: eu possuía (desde 2002, lembremos) o pacote completo analógico. Este ano, a recepção dos canais Eurochannel e FX ficou muito ruim, e acionei o serviço de manutenção da TVA. Veio um técnico (muito solícito, por sinal) em casa, e diagnosticou que o aparelho de TV era muito moderno para o sinal que vinha pelo sistema analógico, e me indicou que ligasse solicitando a migração para o sistema digital, e que como o problema apontado era de ordem tecnológica eu teria direito à migração gratuita. Liguei, fui pessimamente atendido, a atendente ainda foi grossa comigo, e quando pedí para falar com o gerente dela (afinal, ela insistia em me cobrar R$79 pela migração) ela respondeu que não iria passar pois a resposta que ele me daria seria a mesma dela.
Entrei no site da TVA, busquei o e-mail da central de atendimento deles em SP, e enviei um e-mail informando o ocorrido. Vocês, caros leitores, responderam o meu e-mail???? Nem a TVA. Isso foi na 5ª feira. No sábado, indo ao supermercado, deparei-me com um quiosque da SKY, o vendedor me ofereceu um folheto, olhei o preço dos pacotes, as opções de canais disponíveis, e fiquei de pensar no caso. Posteriormente, entrei no site da SKY, analisei o caso, e liguei novamente para a TVA para cancelar a assinatura.
Você, caro leitor, trabalha em uma empresa prestadora de serviços, e um cliente de mais de 5 anos liga pedindo o cancelamento do serviço, o que você faria??? Se a pessoa tiver um Q.I. de dois dígitos (12 ou 15 já resolve), você vai anotar o motivo da vontade de cancelar e transferir a ligação para o setor de fidelização do cliente, ou seja lá que nome se dá ao setor que procura manter os clientes na empresa. Foi feito isso??? É óbvio que não. Foi o cancelamento de serviço mais "zen" que já enfrentei. O atendente anotou os dados, e disse que em 5 dias úteis alguém da TVA me contataria para agendar a retirada do conversor.
Passados 6 dias úteis, liguei de volta para a TVA para saber quando alguém viria buscar aquela droga de conversor. Nesse meio tempo, já tinha ligado para a SKY, já tinha contratado um pacote com os dois Sportv, ESPN Brasil e Internacional, Speed Channel e ainda contratei à parte o Bandsports, ou seja, consigo assistir corridas de qualquer coisa que seja transmitida pela TV. Antes eu tinha apenas os dois ESPN e o Bandsports. DESSA VEZ, a pessoa que atendeu teve a idéia de me transferir para o setor que manda o cliente para a ilha de Fidel, ops, setor de fidelização do cliente. A atendente pediu para eu repetir o motivo do cancelamento, pediu mil desculpas pelo ocorrido, e até ofereceu para eu cancelar o novo pacote que tinha adquirido na concorrência que eles me fariam o pacote completo digital por R$105 (arredondando para cima). Fui obrigado a dar uma risada e informar que esse tipo de atendimento eu deveria ter recebido ANTES de cancelar a assinatura.
Sei que a NET tem recebido muitas críticas dos assinantes, mas a verdade é que (como sempre) o consumidor brasileiro não tem muita escolha. São muito poucas as operadoras de TV por assinatura, e a grande concorrente (no caso a TVA) parece que não é melhor no quesito atendimento. Até acho a opção de canais da TVA melhor que a da NET, mas abandonei a operadora devido ao absoluto descaso e desrespeito com o consumidor. Como citei para a atendente do setor de fidelização, a pessoa que me atendeu quando fui solicitar a migração não tem a necessidade de melhor treinamento, precisa antes passar por um longo processo de adestramento, para aprender coisas mais fáceis como sentar, deitar, rolar no chão, fingir de morto, trazer a bolinha, para depois sim aprender a lidar com o cliente.
Desculpem o mau humor, mas tinha de desabafar.
Abraço e até a próxima (que espero não demore tanto)!

Escrito por Bianchini às 21h09
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RÉPLICAS

Acho que já escreví a respeito de réplicas no comentário a respeito do encontro de antigos de Águas de Lindóia, e de como acho que são uma alternativa válida para quem quer um "antigo" para o uso diário ou para o tuning. A respeito do tuning: aceito perfeitamente que se faça isso em carros de grande produção, que se encontram com muita facilidade nas ruas. Quer pegar um Gol, Corsa, Ka, Palio e outros tantos para recortar capô, teto, por 400 kg de equipamento de som, faz o que tu queres pois é tudo (ou quase tudo) da lei, como diria Mestre Raul Seixas. Outra coisa, muito diferente, é pegar carros já antigos, que estão em condições de serem recuperados ao seu estado original, e descaracterizar completamente fazendo tuning (ou, em alguns casos, bostuning). Sei que acaba saindo menos caro fazer tuning do que uma restauração decente, mas acho que a história deve ser preservada. Existem casos sem solução: algumas vezes a única coisa a se fazer com o carro é tunar (será que existe esse verbo????) mesmo, e se a coisa for feita com bom gosto e critério o resultado até fica bom.
Mas por quê essa conversa toda? Porque na capa da Fullpower sairam duas réplicas, a do Mustang GT500 KR ("Eleanor") que eu ví em Águas de Lindóia e uma de Fusca já com o teto rebaixado e entreeixos alongado. Como os GT500 KR são raros e caros, se alguém quiser um "Eleanor" provavelmente vai acabar comprando outro modelo de Mustang, vai descaracterizar completamente o carro, apenas para fazer o seu "American Dream". Essa réplica permite que você tenha um carro que você vai poder escolher o motor que quiser, a suspensão modificada que quiser, pode-se até escolher se quer a lanterna tradicional do Mustang (3 barras verticais de cada lado) ou a lanterna "Eleanor" (um retangulo baixo, na horizontal). O Fusca é um carro que ultimamente está muito inflacionado, e admito que não me agrada a idéia de ter um carro desses transformado em hot rod.
Abraço e até a próxima!

Escrito por Bianchini às 21h06
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LONGAS HORAS

O último domingo de maio costuma ser um dia de importantes corridas: o GP de Mônaco de F-1, as 500 milhas de Indianapolis e a Lowe's 600. Sim, isso mesmo, uma "pequena" corrida de 600 milhas no Lowe's Speedway, em Charlotte (NC). E, para os fãs do esporte motor, esse foi um longo domingo...
Começou com a corrida de F-1, com duas horas de duração. Depois de um intervalo para almoçar (pois o fã de automobilismo já tinha tomado o café da manhã antes do GP de Mônaco), a Indy 500 (das 14h até quase as 17h30m). Mais um intervalo, dessa vez menor, e às 19h a largada da Lowe's 600. Até a uns anos atrás, tinha alguns xaropes que corriam em Indianapolis e depois pegavam um jatinho para ir correr em Charlotte. Esse ano não foi registrado nenhum desses casos de insanidade aguda, mas não foi o tipo de coisa que acontecia esporadicamente...
Esse ano foi o primeiro que tive a chance de ver a tal prova de 600 milhas. E descobrí que só tem um jeito de aguentar firme o tempo todo prestando atenção na prova: estar no autódromo. A corrida é muito longa, e esse ano ainda teve mais de 10 bandeiras amarelas, algumas causadas por burradas na relargada - ou seja, após uma bandeira amarela longa o suficiente para esfriar os pneus, o animal acelerava com tudo na relargada, o carro derrapava, acertava o carro ao lado, e dá-lhe outra amarelona logo em seguida! Imagino que seja esse o motivo dos ovais que recebem as provas mais longas parecerem uns shopping centeres!
De qualquer maneira, valeu. Agora próximo fim de semana tem IRL em Milwaukee (lar do Milwaukee Brewers da MLB e sede da fábrica da ótima Budweiser) e NASCAR em Dover (um oval em concreto que, em qualquer edição do videogame da NASCAR é um chute na rótula com bota de rodeio).
Abraço!

Escrito por Bianchini às 19h39
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INSENSATOS: TÁ DOMINADO, TÁ TUDO DOMINADO!

Essa é uma homenagem à excelente coluna do não menos excelente jornalista (e ex-piloto) Bob Sharp no sítio Best Cars Web Site, data de 24/05/2008. Ele já começa citando um ótimo exemplo da insensatez absoluta que domina os caminhos desse Brazil varonil.
Do meu lado, já experimentei várias vezes esse tipo de loucura que aflige aqueles que estão melhor aquinhoados financeiramente e podem comprar carros novos. Meu carro é de 1990, já pode até tirar carta de motorista ele próprio, mas é um Monza 2.0, e tem um dono que respeita os limites de velocidade nas estradas (pois não gosta de dar mais dinheiro ainda ao Governo do que aquilo que o Poder já nos surrupeia com impostos escorchantes e pedágios com preços pornograficamente caros), sabe pisar no acelerador e possui um lema: se a estrada possui um limite de velocidade, nele estarei. Cada vez que viajo, acabo encontrando um energúmeno que não se conforma de seu carro com no máximo 3 anos de uso ter sido ultrapassado (volta e meia na subida) por um carro "velho". E vem atrás para reultrapassar. Às vezes acontece como aconteceu com um imbecil de uma Zafira, que veio atrás de mim e me ultrapassou a uns 130 em uma estrada de limite 110 (onde eu estava) em frente a um radar móvel... afianço que em minha casa a multa não chegou...
Eu poderia citar outros exemplos ótimos que Mestre Bob mostra para provar que o Brazil está mesmo de pernas para o ar, mas apenas vou mostrar o mais recente: um idiota, em uma briga de trânsito (que é outro IIC - Índice de Idiotice Completa), sacou a arma, atirou e matou o outro motorista e fugiu - o que mostra que além de idiota é covarde, pois o outro motorista estava desarmado (e é por isso que defendo que todo cidadão de bem deve ter o direito de possuir sua própria arma, mas isso é papo para outra coluna). Nessa quarta-feira, ele se apresentou na Delegacia, foi fichado e... solto. A justificativa do Seu Dotô Delegado foi que já tinha passado o prazo para prisão em flagrante... Ah, sim , esquecí, o celerado não possui porte de arma...
Definitivamente, falta muito para essa Banana Republic of Brazil ser considerada um país sério. Talvez a adoção do código penal do estado do Texas e a proibição completa e irrestrita da maldita película escurecedora de vidros sejam um pequeno passo rumo à respeitabilidade.
Abraços e se cuidem, pois os insanos estão à solta!

Escrito por Bianchini às 19h38
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O fim do egoísmo

Foi com grande satisfação que abrí a edição nº 06 da revista Car and Driver Brasil e ví o Nissan GT-R, herdeiro da gloriosa tradição dos Skyline GT-R, desta vez com o volante do lado esquerdo. Foi o fim do egoísmo!
Explicando a minha alegria: os Nissan Skyline GT-R, apesar de uma certa cara de "carro de tiozão", devido à configuração de sedã duas portas, que nem mesmo o generoso aerofólio na traseira e os grandes spoilers dianteiros conseguiam mascarar, sempre foram ótimos carros esportivos, notadamente do R32 para frente, com tração integral permanente. Só que eram produzidos apenas com volante do lado direito. No filme "Mais Velozes e Mais Furiosos", aparece um Skyline GT-R nos States, mas com o indefectível volante do lado direito. Como ele foi licenciado lá, não faço a menor idéia. Provavelmente mais um dos milagres de Hollywood.
Agora não, o novo GT-R está com o volante do lado certo do carro, já pode circular livremente fora do Japão, Grã Bretanha e ex colônias do Império Britânico. No teste da revista, inclusive, na pista de Buttonwillow (CA), deu um ralo homérico no Porsche 911 Turbo e no Corvette Z06, considerados dois dos melhores esportivos da atualidade. Resta sonhar em acertar a Mega-Sena e importar um bichinho desses...
Abraço!

Escrito por Bianchini às 09h19
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Avanço da tecnologia

É realmente impressionante a velocidade em que a tecnologia está avançando nos últimos tempos. Recentemente fui acompanhar o ultrassom morfológico que minha esposa foi fazer para ver ser estava tudo bem com a bebê.
O que era um exame de ultrassom há uns poucos anos atrás? Uma série de borrões brancos sobre um fundo preto, se mexendo, e o médico dizendo "veja, isso é o pé, isso é a perna, essa é a cabeça..." e você fingindo que acreditava em tudo aquilo que ele falava.
Hoje em dia, dá para ver (ainda em preto e branco) o coração batendo, o diafragma se mexendo, os ossos, articulações de joelhos e cotovelos... a qualidade de imagem permite até identificar o que é cada borrão. Nem falo do ultrassom 3D, que não ví ainda mas dizem que é um absurdo.
Como será daquí a uns 20 ou 30 anos? 30 anos atrás nem tinha ultrassom para fins obstétricos no Brasil. Prefiro aguardar as boas novidades que virão, ao invés de tentar adivinhar. E acho que pode vir coisa boa, se a humanidade não for estúpida o suficiente para se matar antes.
Abraço!

Escrito por Bianchini às 09h18
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257

Nesse domingo, além de uma bela vitória de Massa (se ele conseguisse
ser rápido desse jeito de uma maneira regular...), tivemos a quebra do
recorde de longevidade na F-1 pelo Rubens Barrichello. O fato trouxe à
superfície novamente a velha questão: Rubinho é ou não um bom piloto?
Na minha modestíssima opinião, sim. Não é um fora de série como Michael
Schumacher, Hill pai, Clark, Fittipaldi, Piquet pai, Prost, Senna,
Lauda, Fangio, Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson, mas é um bom piloto.
Possui graves defeitos, como a incontinência verbal que tanto o
prejudicou na carreira, mas é um bom piloto. Imaginem vocês se ele chegasse à
F-1 e não tivesse saído prometendo os mundos e fundos que sempre
prometeu: ele seria julgado por aquilo que conseguiu fazer (e não foi pouco), e
não por aquilo que sempre prometeu, e ele sempre prometeu passos
maiores que suas pernas.
Acredito piamente que ele teria facilmente alcançado títulos se
corresse de monoposto nos EUA (sua capacidade de acerto e sua suavidade ao
volante seriam grandes trunfos em provas de 500 milhas) ou com protótipos
de Endurance (já teria vencido 24 Horas de Le Mans, 24 Horas de
Daytona, 12 Horas de Sebring...). Seu estilo cuidadoso se encaixa melhor na
F-1 dos anos 70, com seus carros frágeis, do que na atual, em que os
carros dificilmente quebram por abuso do piloto. O piloto certo na época
errada? Talvez.
Vamos aos fatos: foi o segundo piloto que mais próximo andou dos tempos
de Schumacher. Com Rubinho na equipe, a Ferrari foi campeã de
Construtores de 2000 a 2004, e só não foi em 2005 graças ao regulamento
anti-Ferrari feito pela FIA, com a proibição da troca dos pneus. Jackie
Stewart lembra que a única vitória da equipe dele na F-1 foi com Herbert, mas
Rubens contribuiu muito mais para o desenvolvimento do carro. Acho que
isso basta para não o definir como o zero à esquerda que muitos pensam
que ele é.
Volto a insistir: talvez seja apenas o piloto certo na época errada,
como Stirling Moss, um excelente piloto que "apenas" deu o azar de ser
contemporâneo a Juan Manuel Fangio... e foi 4 vezes consecutivas
vice-campeão para o argentino.
Abração!

Escrito por Bianchini às 20h57
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Estragaram Águas de Lindóia...

Domingo dia 20/04 fiz um bate-e-volta SP-Águas de Lindóia-SP para ir ao Encontro de Carros Antigos que anualmente acontece por lá. Admito que não foi dos melhores. Choveu, o confortável tênis de camurça que eu usava deu PT por causa da lama, e obviamente com chuva alguns dos melhores carros não apareceram.
Ou ao menos assim eu pensava.
A chuva deve ter atrapalhado sim, mas pelas informações que ouví por lá a primeira pancada veio de repente, e não deu tempo de um bocado de gente recolher suas preciosidades. Aí, depois que molhou, já deixa lá mesmo.
O que acredito que deve ter influenciado foi outro fator. Segundo um senhor que apesar de possuir um carro antigo foi lá apenas para ver o evento, ele não trouxe o carro dele pois a administração do evento cobra módicos R$250,00 para deixar você expor seu carro. Isso mesmo: você paga para permitir ao público admirar seu carro antigo. E são R$250,00 por carro, não por colecionador, segundo esse mesmo senhor.
Não me espanta, após essa informação, que boa parte dos carros expostos pertençam a lojas especializadas em comercializar veículos colecionáveis. O que tinha de carro antigo com plaquinha de "vende" no vidro era uma grandeza. Aparentemente, de uma exposição de antigos os organizadores preferiram transformar aquilo numa lojinha ao ar livre.
Menos mal que não fui o único que teve essa impressão de evento estragado. O jornalista Arnaldo Keller (uma das pessoas que mais entende de carros nesse país), em sua última coluna do jornal Super Auto, descreveu a mesma sensação de que há algo de podre no ar além do laquê vencido no vestiário que o São Paulo ocupou no Parque Antártica. Se ele achou isso, quem sou eu para discordar?
O que achei do evento? Apesar de ter sido pior que nos anos anteriores, ainda assim tinha coisas interessantes. Alguns carrinhos que não fazia a menor idéia que existiam no Brasil (NSU Prinz 1000, Simca 1000, Volvo dos anos 70, jipe MUTT), uma presença cada vez maior dos carros nacionais, e a crescente indústria de réplicas. Quanto às réplicas, sei que os puristas vão chiar aos montes, mas eu não as vejo como algo negativo ou nocivo. Não me lembro bem de quem é a frase, mas lí certa vez que a cópia é a maior forma de elogio. Não acredito que em algum lugar alguém seja xarope de fazer réplica de Lada Laika ou de VW Gol, mas hoje em dia se pode comprar réplicas bem fiéis de Porsche (356, Speedster, 550, as melhores pela Chamonix), AC Cobra, Jaguar XK120 (a da Americar é muito bem feita), e até de Mustang "Eleanor" (em fibra, como as outras) e de Ford GT-40, essa última também da Americar. É a chance de você ter um carro clássico, que pode ser usado no dia a dia devido à mecânica moderna. Ou você sairia na rua com um Jaguar XK120 original?? Um 356 original?? Eu creio que não. Um carro desses é para ser usado apenas em ocasiões muito especiais, e uma réplica pode ser usada de uma maneira mais "normal". Admito que, se tivesse grana, compraria uma réplica do 356 sem pensar duas vezes.
Abraços e até a próxima!

Escrito por Bianchini às 08h47
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SENSACIONALISMO

Nos últimos dias, a sociedade está sendo soterrada por uma avalanche no noticiário chamado Caso Isabella. Independentemente da atitude dos sandeus (busquem no dicionário...) de assassinarem a garota, é impressionante - no mau sentido - o aparato deslocado pela imprensa para a cobertura do caso. E por cobertura eu não me refiro apenas ao montante de jornalistas em frente à delegacia onde os depoimentos estão sendo feitos, mas ao aglomerado em frente à residência dos pais dele e dela. Por acaso, os pais dele moram na rua paralela aonde eu moro. Admito que nunca os ví mais gordos antes (nem mais magros também), mas cheguei a ficar com pena deles. Moradores de uma estreita e pacata rua residencial, de repente se viram cercados por UMJs (Unidades Móveis de Jornalismo, aqueles furgões com antena telescópica no teto), carros de reportagem, câmeras em tripés apontadas para a fachada da casa prontas para filmar o menor movimento... sem contar os helicópteros pairando sobre o bairro, como urubús em busca de carniça. Minha cachorra ficou "muito" feliz com aquele barulho todo, até porquê existem helicópteros mais modernos, com menor nível de ruído, mas as muquiranas emissoras de TV preferem comprar o mais barato (i. e., mais barulhento) do mercado, aí...
Obviamente, até mesmo as emissoras que tentam passar uma imagem de seriedade acabam se rendendo ao grande circo do sensacionalismo barato, em busca de índices cada vez mais altos de audiência. Por outro lado, o cidadão comum, que nada tem a ver com o caso, vê em episódios como esse uma catarse para as suas agruras do cotidiano. Então ele vai para a porta do prédio, ou da casa, e xinga, chora, faz pichações contra os acusados do crime, já que ele não pode fazer o mesmo com cada um daqueles que o oprime pois se o fizesse o opressor usaria dos meios a seu dispor (polícia, seguranças particulares, Poder Judiciário) para confinar e/ou prejudicar o reclamante. Absolutamente nada disso irá resolver algo, mas o cidadão comum se sente aliviado por ter, enfim, uma válvula de escape para suas frustrações.
Nesse meio tempo, as emissoras de rádio e TV aumentam sua audiência, os jornais vendem mais, e o circo fica no aguardo do próximo escândalo...

Escrito por Bianchini às 08h45
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Domingão do motorzão

Domingo auspicioso! Teve F-1 (vitória do Massa), F-Truck (vitória do Roberval Andrade), F-Indy (Vitória do Graham Rahal) e Nascar (vitória do Carl Edwards). Só não ví o WTCC pois não passa mais na TVA e do WSBK só deu para ver a segunda corrida, pois a primeira foi na hora da F-1.
A corrida da F-1 valeu pela dobradinha da Ferrari e pelas primeiras voltas, pois no geral foi uma prova chatinha. O Massa demonstrou que, em pistas que ele gosta, consegue ser mais rápido que o Raikkönen. Raikkönen, por sinal, que declaradamente não encontra um bom acerto nessa pista.
Acabando a F-1, ví a segunda corrida do dia no Mundial de Superbike, em Valência. Realmente, corridas de moto no Circuito Ricardo Torno são muito melhores que as de carro, pois com motos se encontram melhores pontos de ultrapassagem. Já com carros... basta assistir a etapa do WTCC feita nessa pista para ver o chute na rótula com bota de rodeio (aquela de bico fino e ferrinho na ponta) que é carro correndo lá.
A F-Truck teve uma prova meio chocha para os padrões da categoria, acho que o pessoal ainda estava sentindo a morte do Aurélio Felix e as disputas no belíssimo autódromo da capital goiana não foram tão interessantes. Aliás, ouví no Bandsports durante a transmissão da SBK o César Barros (irmão mais novo do Alexandre Barros) dizer que o Brasil não tem uma pista capaz de receber provas de motociclismo internacional. Bullshit. Recapeando-se a pista, temos Goiânia, com enormes áreas de escape e um traçado maravilhoso. Aliás, quando o Mundial de Motovelocidade veio para o Brasil, o primeiro palco de disputas foi Goiânia, cidade que acabou sendo preterida - primeiro por São Paulo, depois pelo Rio de Janeiro - apenas devido à dificuldade de se chegar lá saindo dos grandes centros econômicos, ou ao menos essa foi a desculpa oficial. Com um asfalto como o de Interlagos e as suas áreas de escape asfaltadas ou com brita (dependendo da curva), seria a melhor pista brasileira.
Depois, a F-Indy. É impressionante o medo que a maioria dos ianques têm de correr com piso molhado, a coisa é para tratamento em psiquiatra, com remédio tarja preta. As poderosas equipes da Indy Car se atrapalharam com a estratégia - que não é igual em circuitos ovais e mistos - e o vencedor foi o jovem (19 anos) Graham Rahal, filho do Bobby, que além de mestre dos ovais foi imperador de Mid-Ohio, estreito circuito misto encravado no meio do nada - ou no Ohio que o parta, onde preferir. Esse parece ser um dos casos em que o filho pilota tão bem quanto o pai, mais comuns nos EUA que na Europa, diga-se de passagem.
Por fim, a Nascar: apesar da Toyota ter assustado um pouco no começo da temporada os Ford estão muito bem, obrigado, e Carl Edwards conquistou sua 3ª vitória. Merecidamente: andou forte a prova toda, no final estava com quase 2 segundos de vantagem (o que num oval é uma senhora vantagem) quando teve uma bandeira amarela faltando 5 voltas para o final, e na relargada abriu e fugiu do pelotão. Montoyucho até largou bem, mas foi decaindo durante a corrida, mostrou-se um retardatário problema, fez uma lambança em uma das relargadas (era o 1º retardatário - largando por dentro - e na curva 2 deixou o carro escorregar e atrapalhou o líder da prova até então) e quase no final, quando ía ser tomar mais uma volta de outro piloto, quis dificultar e o gringo não teve dúvidas: deu-lhe um totó na traseira e passou. Não foi um dia feliz para ele, mas ao menos chegou na frente dos outros que vieram de monopostos.
Juntando-se a isso o fato do Palmeiras ter vencido e o Curingão ter ganho tempo para se preparar para os clássicos contra Remo, Náutico, Vila Nova, Avaí, entre outros, posso dizer que deu para ir dormir feliz.
Abraço e até a próxima!

Escrito por Bianchini às 20h41
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Boa leitura

Caros leitores, tenho em minhas mãos o livro "A Máquina - Michael Schumacher, o melhor de todos os tempos", da jornalista brasileira Alicia Klein, livro esse que nada mais é que o TCC dela - ah, que inveja! Infelizmente o meu TCC não conseguiu ser publicado fisicamente, mas pode se encontrado em meio virtual e baixado gratuitamente no site www.dominiopublico.gov.br, um portal do Ministério da Educação muito interessante.
Ainda não terminei de ler, mas a leitura está realmente muito interessante. Existem alguns errinhos (como por exemplo, citar que o Karl Wendlinger corria pela Lotus, ao invés da Sauber), facilmente corrigíveis em uma segunda edição, mas no geral é muito bem feito mesmo. Eu possuo uma outra biografia do Schumi, feita por um jornalista inglês por volta do ano 2000, que conta mais sobre o começo da carreira dele, mas o grande mérito dessa é que foi:
a) escrita por uma brasileira;
b) foca mais nos seus anos de F-1 e apresenta interessantes resumos históricos das equipes pelas queis ele pilotou.
Cara Alicia Klein, meus parabéns pela obra! Gostaria de poder encontrá-la e pedir um autógrafo no mesmo!
Abraço e até a próxima!

Escrito por Bianchini às 21h30
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