Blog do Bianchini


O fim do egoísmo

Foi com grande satisfação que abrí a edição nº 06 da revista Car and Driver Brasil e ví o Nissan GT-R, herdeiro da gloriosa tradição dos Skyline GT-R, desta vez com o volante do lado esquerdo. Foi o fim do egoísmo!
Explicando a minha alegria: os Nissan Skyline GT-R, apesar de uma certa cara de "carro de tiozão", devido à configuração de sedã duas portas, que nem mesmo o generoso aerofólio na traseira e os grandes spoilers dianteiros conseguiam mascarar, sempre foram ótimos carros esportivos, notadamente do R32 para frente, com tração integral permanente. Só que eram produzidos apenas com volante do lado direito. No filme "Mais Velozes e Mais Furiosos", aparece um Skyline GT-R nos States, mas com o indefectível volante do lado direito. Como ele foi licenciado lá, não faço a menor idéia. Provavelmente mais um dos milagres de Hollywood.
Agora não, o novo GT-R está com o volante do lado certo do carro, já pode circular livremente fora do Japão, Grã Bretanha e ex colônias do Império Britânico. No teste da revista, inclusive, na pista de Buttonwillow (CA), deu um ralo homérico no Porsche 911 Turbo e no Corvette Z06, considerados dois dos melhores esportivos da atualidade. Resta sonhar em acertar a Mega-Sena e importar um bichinho desses...
Abraço!

Escrito por Bianchini às 09h19
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Avanço da tecnologia

É realmente impressionante a velocidade em que a tecnologia está avançando nos últimos tempos. Recentemente fui acompanhar o ultrassom morfológico que minha esposa foi fazer para ver ser estava tudo bem com a bebê.
O que era um exame de ultrassom há uns poucos anos atrás? Uma série de borrões brancos sobre um fundo preto, se mexendo, e o médico dizendo "veja, isso é o pé, isso é a perna, essa é a cabeça..." e você fingindo que acreditava em tudo aquilo que ele falava.
Hoje em dia, dá para ver (ainda em preto e branco) o coração batendo, o diafragma se mexendo, os ossos, articulações de joelhos e cotovelos... a qualidade de imagem permite até identificar o que é cada borrão. Nem falo do ultrassom 3D, que não ví ainda mas dizem que é um absurdo.
Como será daquí a uns 20 ou 30 anos? 30 anos atrás nem tinha ultrassom para fins obstétricos no Brasil. Prefiro aguardar as boas novidades que virão, ao invés de tentar adivinhar. E acho que pode vir coisa boa, se a humanidade não for estúpida o suficiente para se matar antes.
Abraço!

Escrito por Bianchini às 09h18
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257

Nesse domingo, além de uma bela vitória de Massa (se ele conseguisse
ser rápido desse jeito de uma maneira regular...), tivemos a quebra do
recorde de longevidade na F-1 pelo Rubens Barrichello. O fato trouxe à
superfície novamente a velha questão: Rubinho é ou não um bom piloto?
Na minha modestíssima opinião, sim. Não é um fora de série como Michael
Schumacher, Hill pai, Clark, Fittipaldi, Piquet pai, Prost, Senna,
Lauda, Fangio, Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson, mas é um bom piloto.
Possui graves defeitos, como a incontinência verbal que tanto o
prejudicou na carreira, mas é um bom piloto. Imaginem vocês se ele chegasse à
F-1 e não tivesse saído prometendo os mundos e fundos que sempre
prometeu: ele seria julgado por aquilo que conseguiu fazer (e não foi pouco), e
não por aquilo que sempre prometeu, e ele sempre prometeu passos
maiores que suas pernas.
Acredito piamente que ele teria facilmente alcançado títulos se
corresse de monoposto nos EUA (sua capacidade de acerto e sua suavidade ao
volante seriam grandes trunfos em provas de 500 milhas) ou com protótipos
de Endurance (já teria vencido 24 Horas de Le Mans, 24 Horas de
Daytona, 12 Horas de Sebring...). Seu estilo cuidadoso se encaixa melhor na
F-1 dos anos 70, com seus carros frágeis, do que na atual, em que os
carros dificilmente quebram por abuso do piloto. O piloto certo na época
errada? Talvez.
Vamos aos fatos: foi o segundo piloto que mais próximo andou dos tempos
de Schumacher. Com Rubinho na equipe, a Ferrari foi campeã de
Construtores de 2000 a 2004, e só não foi em 2005 graças ao regulamento
anti-Ferrari feito pela FIA, com a proibição da troca dos pneus. Jackie
Stewart lembra que a única vitória da equipe dele na F-1 foi com Herbert, mas
Rubens contribuiu muito mais para o desenvolvimento do carro. Acho que
isso basta para não o definir como o zero à esquerda que muitos pensam
que ele é.
Volto a insistir: talvez seja apenas o piloto certo na época errada,
como Stirling Moss, um excelente piloto que "apenas" deu o azar de ser
contemporâneo a Juan Manuel Fangio... e foi 4 vezes consecutivas
vice-campeão para o argentino.
Abração!

Escrito por Bianchini às 20h57
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